A vários séculos, civilizações usam a mídia impressa para divulgar noticias e informações para as massas. A origem do jornalismo está na necessidade do homem em transmitir informações,antes da tipografia, acredita-se que tenha sido inventado pelos egípcios por volta de 2400 A.C. As cartas eram escritas em pequenas folhas de papiro (cortadas de acordo com a necessidade), e eram destinadas à mensagens oficiais. Servia principalmente os chefes de governo, nobres, casas bancárias, comerciantes e intelectuais.
Os correspondentes
Algumas pessoas eram pagas para colher noticias e transformá-las em cartas. A leitura dessas cartas era um ato publico, passavam de mão em mão. Alguns correspondentes montaram escritórios, precursores das atuais agências de notícias.
Os primeiros jornais eram feitos á mão, as noticias eram variadas e resumidas em um único texto. Foram se espalhando, e com significaram o aparecimento do jornalismo moderno, composto por periodicidade, atualidade e variedade.
Tipografia é a impressão com letras móveis de metal, passou a ser utilizada em meados do século XV. Gutenberg é considerado o pai da tipografia. A prensa, inventada em 1444. Entre 1444 e 1447 Gutenberg imprimiu o “Juizo final” de 74 páginas, mas apenas uma página foi encontrada no ano de 1892. Em 1456 a eficiência da impressão foi aprovada com a impressão da Bíblia com 642 páginas e 200 exemplares, 48 exemplares ainda sobrevivem no museu de Gutenberg, em Mongúcia. Os primeiros jornais

Acta Diurna, surgiu em Roma em cerca de 59 A.C, é o jornal mais antigo de que se tem conhecimento. Júlio César, desejava informar o público sobre os mais importantes acontecimentos sociais e políticos. Ordenou que os eventos fossem divulgados nas principais cidades. Escritas em grandes placas brancas e expostas em lugares públicos populares. A Acta mantinha os cidadãos informados sobre escândalos no governo, campanhas militares, julgamentos e execuções. Na China do século VIII, os primeiros jornais surgiram em Pequim sob a forma de boletins escritos à mão. O conteúdo dos jornais começou a focalizar assuntos mais locais na segunda metade do século XVII. No entanto, a censura era algo normal e os jornais raramente podiam abordar eventos que pudessem incitar o povo a uma atitude de oposição.Em 1766, a Suécia tornou-se o primeiro país a aprovar uma lei que protegia a liberdade de imprensa. A invenção do telégrafo em 1844 transformou a imprensa escrita. Agora, as informações eram transmitidas em questão de minutos, permitindo relatos mais atuais e relevantes. O primeiro jornal diário japonês, o Yokohama Mainichi Shimbun, surgiu em 1870. Em meados do século XIX, os jornais se tornaram o principal veículo de divulgação e recebimento de informações. Entre 1890 e 1920, período conhecido como “anos dourados” da mídia, os barões da mídia como William Randolph Hearst, Joseph Pulitzer, e Lorde Northcliffe construíram gigantescos impérios editoriais. Esses homens detinham enorme influência na indústria jornalística e tornaram-se famosos pela maneira como exerciam seu poder. Em 21 de junho de 1925, foi lançado o Thanh Nien no Vietnã, apresentando o marxismo ao país e fornecendo informação sobre as políticas estratégicas da revolução.
Revolução Industrial
O século XX viu o desenvolvimento da imprensa comercial e industrial. Os grandes jornais passaram a ser veículos mais informativos que opinativos, produtos de uma indústria que vendia informação. Para atingir um público mais amplo, a indústria jornalística precisava de textos isentos, cujo principal valor não fosse idéia defendida, mas o fato noticiado, já que poderiam ser úteis para leitores de qualquer nivel. Criou-se então o mito da isenção: todo veículo respeitável deve ser imparcial, apresentando apenas a notícia, o fato como realmente aconteceu. Como conseqüência, a opinião declarada ganhou espaços pré-determinados ,os editoriais e os artigos assinados, dando ao leitor a impressão de que todo o restante do jornal é isento de opiniões. Mas é claro que os jornais continuam sendo difusores de ideologias. A opinião se manifesta desde o controle editorial (que começa na seleção de pautas e de fontes) até a disposição gráfica das matérias nas páginas do jornal. Antes, os jornais eram veículos propagadores de uma ideologia definida, procurando convencer seus leitores por meio de argumentos.
Jornalismo no Brasil
A imprensa brasileira tem duas datas como marcos instituidores: o lançamento, em Londres, do Correio Braziliense, em 1º de junho, e a criação da Gazeta do Rio de Janeiro, em 10 de setembro, ambos de 1808. Em 1º de junho de 1808, Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, natural de Colônia do Sacramento (atual território uruguaio), lançava o Correio Braziliense ou Armazém Literário – a primeira publicação regular livre de censura, em língua portuguesa. Foi publicada ininterruptamente até dezembro de 1822, sempre em Londres, sempre como mensário. A gazeta do rio de janeiro circulou primeira vez em 10 de setembro de 1808, um sábado José da Silva Lisboa,que se tornou o primeiro brasileiro a redigir e publicar um jornal totalmente privado .
Dessa imprensa pioneira, seguem em circulação: Diario de Pernambuco, lançado em Recife ,(PE), em 7/11/1825, Jornal do Commercio, fundado no Rio de Janeiro (RJ), em 1º/10/1827, e Monitor Campista, de Campos dos Goytacazes (RJ),criado em 4/1/1834. O telégrafo elétrico foi introduzido no Brasil em 1852.
Imagens: Capas das primeiras edições dos jornais CORREIO BRAZILIENSE e GAZETA DO RIO DE JANEIRO, ambas de 1808 1808 – Surgem os jornais : Correio brasiliense (junho) e Gazeta do Rio de Janeiro (setembro)
1821 – É lançado o Conciliador do Reino Unido, primeiro jornal privado brasileiro (março) e também começa a circular o Diário do Rio de janeiro (junho). Surge o primeiro jornal declaradamente contra o governo português o “Revérbero Constitucional Fluminense (setembro) .
1822 - É lançado em Recife, o Sentinela da Liberdade (abril), primeiro jornal republicano do Brasil. Começa a circular o Correio do Rio de Janeiro (também em abril).
1823 – Frei Caneca lança o Typhis Pernambucano (dezembro).
1825 - Em recife, é lançado o Diário de Pernambuco (novembro), considerado o mais antigo jornal ainda em circulação na América Latina.
1829 – É lançado em São Paulo, o Observatório Constitucional.
1836 – Surge O Colono Alemão, o primeiro jornal brasileiro destinado a comunidade de imigrantes, em São Leopoldo (fevereiro).
1852 – Circula no Rio de Janeiro, o Jornal das Senhoras, dirigido às mulheres, e comprovadamente administrado por elas (janeiro). No Rio grande do Sul (em agosto) surge o Der Kolonist: Wochenblatt fuer Handel, Gewerbe und landbau (O Colono: Semanário para Comércio, Indústria e Agricultura), primeiro jornal brasileiro na língua nativa dos colonizadores.
1875 – Fundado por um grupo de republicanos e abolicionistas, nasce o jornal A província de São Paulo (janeiro) .Após a proclamação da república, o jornal passa a se chamar O Estado de São Paulo.
1878 – São publicadas as primeiras fotos da imprensa brasileira, pela revista O Besouro.
1892 – Os jornais brasileiros buscam aumentar a circulação com o recurso aos primeiros jornaleiros e à instalação das primeiras bancas de jornais e revistas.
1907 - O jornal carioca Gazeta de Notícias, fundado em 1875, torna-se o primeiro jornal brasileiro a usar cores.
1923 – 31 de outubro. Com o país sob estado de sítio, entra em vigor a Lei de Imprensa.
1925 - 29 de julho. Irineu Marinho, proprietário do jornal carioca A Noite, lança o matutino O Globo.
1939 – 27 de dezembro. Pelo Decreto-Lei nº 1.915, é criado o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP).
1950 – O Diário Carioca adota o primeiro manual de redação e estilo do Brasil - um folheto de 16 páginas, com o título Regras de redação do Diário Carioca.
1967 – 9 de julho. O jornal Cidade de Santos torna-se o primeiro jornal brasileiro a adotar o sistema offset – uma revolução tecnológica pela qual fotolitos substituíam o molde de chumbo das páginas.
1986 – 5 de maio. Começa a circular, em Florianópolis, o Diário Catarinense, o primeiro jornal totalmente informatizado da América Latina.
1995 – 28 de maio. Inaugurado o primeiro jornal eletrônico do país, o JB Online.
Regulamentação
Apesar de todos acharem que a vida de um jornalista é fácil, que é só sair pelas ruas e escrever, precisamos também de leis a seguir e nos defender. Em 17 de outubro de 1969, acaba de ser editado o Decreto-Lei 972, e o exercício da profissão de jornalista passa a ser exclusividade de formados em cursos superiores de jornalismo. ( confira a regulamentação clicando aqui ).
Atualmente, vemos uma batalha entre jornalistas e o STF que em 2009 decretou que o diploma de jornalismo não é necessário para exercer a profissão. O STF defende a visão de que uma pessoa pode fazer boas matérias, e até mesmo tirar boas fotos sem ser jornalista. E a FENAJ e todos os jornalistas são contra o decreto e defendem a questão do embasamento teórico, e também não seria o correto pessoas sem a graduação em jornalismo passarem a frente de jornalistas formados.
E para finalizar, um vídeo que resume a história do jornalismo.
Trabalho realizado para a disciplina de INTRODUÇÃO AO JORNALISMO.
Alunas : Aline Otto e Tamires Kardauke



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